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CANIL SCADUFAX

padrão em espanhol - fonte CDA
Padrão FCI 292
29/01/1999
Padrão Oficial da Raça
DOGO ARGENTINO
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 2 Pinscher, Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 Molossóides
2.1 Tipo Mastife
Padrão FCI nº 292, 29 de janeiro de 1999.
País de origem: Argentina
Nome no país de origem: Dogo Argentino
Utilização: Caça
Sem prova de trabalho.

Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC

Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico

Tradução: Bruno Tausz
Revisão: Suzanne Blum
DOGO ARGENTINO
NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO

1 – Trufa 10 – Raiz da cauda 19 – Cotovelo
2 – Focinho 11 – Ísquio 20 – Linha do solo
3 – Stop 12 – Coxa 21 – Metacarpo
4 – Crânio 13 – Perna 22 – Carpo
5 – Occipital 14 – Jarret 23 – Antebraço
6 – Cernelha 15 – Metatarso 24 – Nível do esterno
7 – Dorso 16 – Patas 25 – Braço
8 – Lombo 17 – Joelho 26 – Ponta do esterno
9 – Garupa 18 – Linha inferior 27 – Ponta do ombro
a – profundidade do peito b – altura do cotovelo a + b = altura do cão na cernelha
     
     

RESUMO HISTÓRICO:
Esta raça é originária da província de Córdoba, situada na região mediterrânea do território da República Argentina.
Seu criador foi o Dr. Antonio Nores Martinez, membro de uma tradicional família desta província. Em 1928, sua paixão por cães, talvez por legado familiar, levouo a elaborar as bases e o standard por uma nova raça, que ele chamou de DOGO ARGENTINO. Seu trabalho partiu do cruzamento metódico entre várias raças puras com o “Velho Cão de Briga de Córdoba”, um cão muito forte e vigoroso, mas com faltas físicas e genéticas. Este cão era o produto de uma mestiçagem entre Mastiffs, Bulldogs e Bullterriers, e era muito conhecido e apreciado nesta época entre os fanáticos afi ccionados por briga de cães, uma atividade muito popular entre todas as classes sociais. Depois de um estudo de caráter e seleção, em várias gerações, consegue seu objetivo e forma a primeira “família”.
No começo foi considerado um cão de briga, mas a paixão do Dr. Nores Martinez pela caça, fez com que ele levasse o cão para uma de suas costumeiras caçadas, onde a nova raça demonstrou suas qualidades passando a ser a fi gura principal em todas as suas saídas. Esta metamorfose o levou, hoje, a ser um cão versátil em suas funções, demonstrando ser um nobre exemplar de companhia e um fiel e incorruptível protetor daqueles que ele ama.Sua força, tenacidade, olfato e bravura fi zeram dele um cão inigualado na caça de javalis, pecaris, pumas e outras espécies predadoras da agricultura e pecuária que habitavam as vastas e heterogêneas regiões do território argentino. Sua harmonia, equilíbrio e sua excelente musculatura, própria de um atleta, são características ideais para suportar longas travessias em qualquer tipo de intempérie e depois ainda sustentar um árduo combate com a presa perseguida. Em 21 de maio de 1964, a raça foi reconhecida pela Federação Cinológica Argentina e pela Sociedade Rural Argentina, que abriram por ele seu “Registro Genealógico” iniciando sua inscrição. Em 31 de Julho de 1973, a raça foi aceita pela Federação Cinológica International como a primeira e única raça argentina, graças a grande paixão e inigualável trabalho do Dr. Augustin Nores Martinez, irmão e sucessor do seu criador.
APARÊNCIA GERAL:
Molosso de tipo normal, mesomorfo e macrotálico dentro das proporções desejadas, sem gigantescas dimensões. Seu aspecto é harmonioso e vigoroso, devido aos seus poderosos músculos, debaixo de uma consistente e elástica pele, aderidos ao corpo por um tecido subcutâneo pouco solto. De andar tranqüilo, seguro, inteligente e de reações rápidas, demonstrando permanente alegria em seus movimentos. De caráter cordial e afetuoso, uma admirável cor branca, suas virtudes físicas o mostram um verdadeiro atleta.
PROPORÇÕES IMPORTANTES:
Por ser um animal mesoformo, nenhuma de suas regiões se salienta de seu corpo que é harmonioso e equilibrado. Mesocéfalo: a cara deve ter o mesmo comprimento que o crânio. A altura da cernelha é igual à altura da garupa.A altura do tórax é igual a 50% da altura da cernelha. O comprimento do corpo ultrapassa a altura da cernelha em 10%.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO:
Alegre, franco, humilde, amigável, pouco ladrador, demonstrando sempre ser consciente de seu poder.
Jamais deve ser agressivo, caraterística que deve ser severamente observada. Sua atitude dominante o mostra em contínua competição territorial com exemplares do mesmo sexo, caraterística mais notável nos machos. Como caçador é astuto, silencioso, valente e corajoso.
CABEÇA:
de tipo mesocefálico, de aspecto forte e poderosa, sem ângulos abruptos nem cinzelamento, mostra um perfil côncavoconvexo;
convexo no crânio devido ao relevo dos músculos mastigadores e da nuca; e ligeiramente côncavo no focinho. Articulado com o pescoço forma um arco de forte musculatura.
REGIÃO CRANIANA:
Crânio:
maciço, convexo em sentido anteroposterior e transversal. Com arcos zigomáticos muito separados do crânio formando uma ampla fossa temporal que possibilita o grande desenvolvimento do músculo temporal. O occipital não é muito proeminente devido ao forte músculo da nuca. A depressão central do crânio é ligeiramente definida.
Stop:
ligeiramente definido, dando transição entre a convexidade cranial a uma ligeira concavidade facial. Visto de perfil, dá-nos uma imagem de definido, devido ao relevo das arcadas superciliares.
REGIÃO FACIAL:
Comprimento igual ao do crânio.
Trufa:
narinas amplas; pigmentação preta. Ligeiramente elevada de frente dando à terminação a concavidade do focinho. Visto de perfil, a linha anterior é perpendicular e reta, coincidindo com o bordo do maxilar ou ligeiramente anterior a ele.
Focinho:
forte, um pouco mais longo do que profundo, bem desenvolvido em largura, com seus lados ligeiramente convergentes. A linha superior é ligeiramente côncava, característica quase exclusiva do Dogo Argentino.
Lábios:
moderadamente grossos, curtos e aderentes, com os bordos livres e de preferência pretos.
Maxilares / Dentes:
maxilares fortes e bem adaptados sem prognatismo superior ou inferior. Os maxilares devem ser ligeiramente convergentes dando homogeneidade às arcadas dentárias. Os maxilares asseguram uma capacidade máxima de morder.
Dentes grandes, bem desenvolvidos firmemente dispostos em linha, limpos e sem cáries. A completa dentição é recomendada, dando prioridade à homogeneidade das arcadas dentárias. Mordedura em torquês, aceitando mordedura em tesoura.
Bochechas:
longas e relativamente planas, sem dobras, relevos ou cinzelamento, cobertas por pele forte.
Olhos:
escuros ou cor de avelã, protegidos por pálpebras com bordas de preferência pretas sendo que a ausência de pigmentação não é falta. Amendoados, inserção média e ampla, separação entre ambos.
A expressão deve ser alerta e viva, ao mesmo tempo, bem firme, especialmente nos machos.
Orelhas:
inseridas altas e, lateralmente, bem separadas devido à largura do crânio. Funcionalmente, deverão apresentarse cortadas e eretas, em forma triangular e de um comprimento que não exceda 50% do bordo anterior do aurículo da orelha natural. Sem serem cortadas, as orelhas são de comprimento médio, grossas, planas e arredondadas na ponta. De pelagem lisa, ligeiramente mais curta do que no resto do corpo, podem ter pequenas manchas que não devem ser penalizadas. Em posição natural, são pendentes cobrindo a parte traseira das bochechas. Em alerta, elas podem ser semieretas.
PESCOÇO:
de comprimento médio, forte e reto, bem musculoso com uma ligeira linha superior convexa. Em forma de cone truncado, juntase à cabeça em um musculoso arco que esconde todos os relevos ósseos desta região e se fixa, no tórax, numa base larga. Coberto por uma pele elástica e grossa que se desliza livremente sobre de um tecido celular subcutâneo ligeiramente mais solto do que no resto do corpo, fazendo suaves dobras não pendentes na altura da garganta; esta característica é fundamental para a função do cão. A pelagem nesta região é ligeiramente mais longa.
TRONCO:
o comprimento do corpo (medido da ponta do ombro até a ponta da nádega) é superior em 10% à altura na cernelha.
Linha superior :
nivelada; a cernelha e a ponta da anca têm a mesma altura, constituindo os pontos mais altos.
Cernelha:
larga e alta.
Dorso:
largo e forte, com músculos cheios, bem desenvolvidos, formando uma ligeira inclinação para o lombo.
Lombo:
forte e escondido pelo desenvolvimento dos músculos lombares que formam um sulco de mediano ao longo da coluna vertebral. Ligeiramente mais curto que o dorso, subindo ligeiramente para o topo da garupa. O desenvolvimento dos músculos, na parte da linha superior, confere aos exemplares a característica de um perfil ligeiramente cedido, sem chegar a ser, o que se acentua nos cães adultos, devido à grande musculatura dorsoespinhal.
Garupa:
de comprimento médio, larga e musculosa, deixando ligeiramente à vista a ponta do ílio e ísquio. Sua largura é igual ou ligeiramente menor do que a do tórax, mantendo um ângulo com a horizontal de mais ou menos 30%, o que marca em sua linha superior um ligeiro declínio convexo para a inserção da cauda.
Peito:
largo e profundo. A ponta do esterno é nivelada com a ponta do ombro (articulação escápuloumeral)
e com a linha inferior do tórax na altura dos cotovelos.
Tórax:
amplo, dando máxima capacidade respiratória com costelas longas e moderadamente arqueadas que articulam com o esterno na altura da linha dos cotovelos.
Abdome:
ligeiramente recolhido sobre a linha inferior do tórax, nunca esgalgado, forte e de boa tensão muscular como nos fl ancos e lombos.
CAUDA:
de inserção média, em ângulo de 45° com a linha superior. Em forma de sabre, grossa e longa; atingindo os jarretes, sem ultrapassálos. Em repouso é caída naturalmente. Quando o cão está em ação é ligeiramente portada acima da linha superior e em constante movimento lateral. Em trote é portada ao nível da linha superior ou levemente acima dela.
MEMBROS ANTERIORES:
vistos em conjunto, representam uma unidade forte e de robusta conformação ósseomuscular, proporcionais ao tamanho do animal. Aprumos perpendiculares tanto de frente como de perfil.
Ombros:
altos e proporcionados, muito fortes com grandes relevos musculares, sem exageros. Oblíquos com a horizontal de 45°.
Braços:
comprimento médio e proporcional ao conjunto. Forte e de importante musculatura, com um ângulo de 45° com a horizontal.
Cotovelos:
robustos, cobertos de uma pele mais grossa e elástica sem dobras e sem rugas. Naturalmente situados contra a parede costal parecendo formar parte dela.
Antebraços:
de igual comprimento que os braços e perpendiculares, com ossos fortes e retos com bom desenvolvimento muscular.
Articulação do carpo:
longo e em uma mesma linha com os antebraços, livre de sobrerelevos ósseos e rugosidades.
Metacarpos:
ligeiramente planos com bons ossos e inclinados de 70° a 75° com a linha horizontal.
Patas dianteiras:
redondas com dedos curtos, robustos e bem fechados. Almofadas carnosas e duras cobertas de pele dura e áspera ao tato.
POSTERIORES:
Angulações médias. Vistos em conjunto são fortes e paralelos, dando a imagem de força e potência que sua função requer, assegurando a suficiente impulsão e determinando o típico modo de andar.
Coxas:
comprimento proporcional ao conjunto. Fortes, com importante e muito visível desenvolvimento muscular. Ângulo coxofemoral próximo a 100°.
Joelhos:
colocados no mesmo eixo do membro; ângulo fêmorotibial cerca de 110°.
Pernas:
ligeiramente mais curtas que as coxas, fortes e com os mesmos músculos bem desenvolvidos.
Jarretes:
o conjunto tarsometatarso é curto, forte e firme, assegurando a força de propulsão do membro posterior. Tarso robusto, com a parte do jarrete evidente. A articulação tíbiotarsiana forma um ângulo perto de 140°. Metatarso robusto, quase cilíndrico e aprumado em 90° com a horizontal. Ergôs devem ser removidos.
Patas traseiras:
idênticas às patas dianteiras, ligeiramente menores e mais longas,
mas com as mesmas características.
MOVIMENTAÇÃO:
ágil e firme; com notórias modificações quando alguma coisa o interessa, mudando de atitude com reflexos rápidos, típicos desta raça. Passo pausado. Trote amplo, de boa suspensão anterior e potente propulsão. No galope mostra toda sua energia, desenvolvendo toda a potência que possui. As quatro patas deixam rastros simples e paralelos. Passo de camelo é considerado uma falta grave.
PELE:
homogênea, ligeiramente grossa, mas suave e elástica. Aderente ao corpo por um tecido subcutâneo semifrouxo que lhe permite movimentos livres, sem formar rugas relevantes, exceto na região do pescoço onde o tecido subcutâneo é mais frouxo. Com a menor pigmentação possível, apesar desta aumentar com a idade. A pele excessivamente pigmentada não é aceita. Preferem-se exemplares com os bordos das mucosas labiais e as pálpebras pigmentadas de preto.
PELAGEM:
Pêlo:
uniforme, curto, liso e suave ao tato com um comprimento aproximado de 1,5 cm a 2 cm. Sua densidade e grossura variam segundo os climas. Em climas tropicais a pelagem é fina e rala (deixando transparecer a pele fazendo-se visíveis as regiões pigmentadas, o que não é motivo de penalização) e mais grossa e densa nas regiões frias onde pode aparecer subpêlo.
COR:
integralmente branca. Admite-se, unicamente, uma mancha preta ou de tonalidade escura ao redor dos olhos, não cobrindo mais de 10% da cabeça. Entre dois cães de iguais condições, o juiz sempre deverá escolher o mais branco.
TAMANHO:
altura na cernelha:
Machos: 62 a 68 cm.
Fêmeas : 60 a 65 cm.
FALTAS GRAVES:
falta de desenvolvimento ósseomuscular (debilidade).
trufa pouco pigmentada.
lábios pendentes.
dentes pequenos, débeis ou cariados. Dentição incompleta.
olhos excessivamente claros, entrópio ou ectrópio.
peito em barril, peito em quilha.
costelas planas.
excessiva angulação dos membros posteriores.
jarrete excessivamente comprido.
andar atípico.
excessiva pigmentação cutânea em exemplares jovens.
pequenas zonas com coloração de pêlo.
desequilíbrio nervoso.
FALTAS ELIMINATÓRIAS:
trufa sem pigmentação.
prognatismo superior ou inferior.
olhos azuis ou de cores diferentes.
surdez.
pelagem longa.
manchas na pelagem do corpo. Mais de uma mancha na cabeça.
tamanho inferior a 60 cm ou superior a 68 cm.
agressividade.
FALTAS:
qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTAS:
· os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
 
 
 

 

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